Isabel Rei Samartim

Comenzó a escribir en Mundoclasico.com el jueves, 8 de abril de 2021. Desde entonces ha escrito 8 artículos.

A guitarra Voiriot e o respeito à Natureza

Roseta da guitarra Voiriot © 2021 by Isabel Rei Samartim
Na Voiriot conservada na Galiza, a longitude da escala é de 627 mm.O instrumento passou por um forte restauro perto do ano 2000 quando, depois de serem reparados os filetes, foi acrescentada uma escala um pouco mais alta para poder encordoar a guitarra.

A guitarra da família Salaverri de Mondonhedo

Etiqueta e boca da guitarra Salaverri © 2021 by Isabel Rei Samartim
Quando chegou à oficina do violeiro César Arias, a guitarra da família Salaverri, cuja longitude da escala é de 632 mm., estava acompanhada de duas cordas primas e sem usar, de 0,54 e 0,52 mm de secção.

Avelina Valladares Núñez

Avelina Valladares: «La soledad» © 2021 by Isabel Rei Samartim
Foi com catorze anos de idade, durante a estadia da família em Lugo, quando Avelina Valladares (1825–1902) começou a estudar música, possivelmente, na guitarra.Os seus primeiros poemas foram compostos aos dezoito.

O Biedermeier galego. José Dionísio Valladares

Íncipit do Vilancico galego para voz e guitarra, f. 106r da coleção Valladares. © 2021 by Isabel Rei Samartim
José Dionísio Valladares Gómez nasceu no lugar de Fontão, na paróquia de Santa Maria de Graba, concelho de Chapa, comarca de Trás-Deça, em 23 de junho de 1787 e morreu em Vilancosta, paróquia de Berres, concelho da Estrada, comarca de Taveirós, em 24 de março de 1864.

O Biedermeier galego. Pleito por uma guitarra

Capa do Pleito Ozores-Baradat. Arquivo do Reino da Galiza. Corunha. © 2021 by Isabel Rei Samartim
No caso da Galiza, o nosso período Biedermeier, ou montenegrino, seria o decorrido entre o final da Guerra do Francês (1814) e o levantamento de Solis (1846), em que aconteceram várias guerras carlistas, a sucessão da monarquia e as revoltas populares contra o novo Estado desde a sua primeira Constituição em 1812.

Fundos galegos de música para guitarra (2)

 Cartel de Canuto Berea y Cia © by Dominio Público
Em 1853 publica-se A gaita galega do violinista e guitarrista João Manuel Pintos Villar, petrúcio duma família ilustrada da Ponte Vedra que entesourou o fundo musical e guitarrístico mais importante dessa época.

Fundos galegos de música para guitarra (1)

Álbum de Fernando Torres Adalid, p. 71 © 2021 by Isabel Rei Samartim
Enceto com o presente uma série de artigos sobre a música para guitarra na Galiza, que aborda aspetos musicais, históricos, sociais, organológicos, iconográficos, educativos e estilísticos em volta do uso desse cordofone, e outros membros da família, em terras galegas desde Revolução Francesa até a Grande Guerra.
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Isabel Rei Samartim (1973) nasce na Estrada (Galiza) onde inicia no âmbito familiar e depois no conservatório local os estudos de música. Titula-se no Conservatório Superior de Música da Corunha, na especialidade de Guitarra, com o professor Antonio Rocha Álvarez. Depois estuda com o maestro David Russell, com Thomas Müller-Pering na Hochschule für Musik «Franz Listz» de Weimar (Alemanha) e outr@s grandes intérpretes. Como guitarrista obtém prémios em diversos concursos da Espanha e da Itália. É convidada a participar em festivais na Itália, Galiza e Portugal. Tem estreado obras de vários compositores e realizado concertos em diversos países europeus e o Brasil. Entre as suas publicações está o Cancioneiro de Marcial Valladares "Ayes de mi país" junto com J. L. do Pico Orjais (Dos Acordes, 2010); Suite Rianjeira (Barbantia, 2010); Proel e o Galo. Poesia e Prosa Galega Completa de Luís G. Amado Carvalho (Edições da Galiza, 2012). Em 2014 lança o disco A Viola no Século XIX: Música de Salão na Madeira, patrocinado pelo Governo Regional da Madeira. Desde setembro de 2020 é doutora em História da Arte pela Universidade de Santiago de Compostela com a tese A guitarra na Galiza, que trata a história da guitarra galega desde o século XII ao XIX. Trabalha desde 2005 como professora funcionária no Conservatório Profissional de Música de Santiago de Compostela. Entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021 integrou também o Departamento de Música da Universidade do Minho (Braga, Portugal). Atualmente realiza recitais de divulgação das mulheres guitarristas galegas e dos fundos galegos para guitarra.

Como reintegracionista e ativista social integrou a Sociedade Cultural Marcial Valadares da Estrada, a Sociedade Astronómica da Estrada e o coletivo Assembleia da Língua. É académica fundadora da Academia Galega da Língua Portuguesa (2008) e membro do Patronato da Fundação AGLP (2011). É sócia da Associação Internacional 'Colóquios da Lusofonia' (AICL). Participou no processo de aprovação da Lei para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a Lusofonia (2014). Entre 2012 e 2016 coordenou a Equipa de Dinamização da Língua Galega do conservatório compostelano, que abriu novas perspetivas para a normalização seguindo o modelo internacional da língua comum.