Isabel Rei Samartim

Comenzó a escribir en Mundoclasico.com el jueves, 8 de abril de 2021. Desde entonces ha escrito 26 artículos.

As orquestras de plectro (2)

Entrudo de 1931 en Mugia © 1931 by Foto Caamaño
A febre das orquestras de guitarras era total na Corunha.Algum destes agrupamentos tem sido qualificado de "monstro" por integrar dezenas de intérpretes com os instrumentos "guitarras, guitarrones, bandurrias, cítaras, bandolones, octavinos y bandolines" (El Lucense, 1891).

As orquestras de plectro na Galiza (1)

La casa de la Troya © 1915 by Librería de la Viuda de Gregorio Pueyo
Na Galiza o termo rondalla pode significar qualquer grupo musical que toca pelas ruas e não se usa sempre para referir os grupos de cordofones, por isso aqui escolhemos o nome de orquestras ou grupos de plectro, ou orquestras de guitarras/violas.

A guitarra plebeia de Montes

Juan Montes, «6 Baladas gallegas» © Dominio Público
Depois da morte de Montes (1840-1899), que coincide no mesmo ano que a do guitarrista Parga, a sua música continua a tocar-se e as orquestras de plectro galegas que nas primeiras décadas do século XX estão em plena efervescência, interpretam a sua música como emblema de galeguidade.

As guitarras de Rosália Castro

Rosalia Castro ca 1865 © Dominio público / Foto de Maria Cardarelly
Então Rosália pegou na sua guitarra inglesa e tocou para o menino a barcarola da ópera A Estrangeira de Bellini.O menino chorou pela beleza que saía dos dedos de Rosália e ela pensou que estava diante de um potencial talento para a música.

A guitarra «española» e o seu efeito na Galiza (4)

Corcubião, Concerto no jardim  © 1921 by Romero / Jano Lamas
Na guitarra do século XX há um elemento que experimenta um desenvolvimento linear, sem contrastes, progressivo e in crescendo, que começa no último terço do século XIX e cuja cimeira é atingida nas últimas décadas do século XX.

A guitarra «española» e o seu efeito na Galiza (3)

Disco «La guitarra española», de Narciso Yepes © 1964 by Zafiro
É no último terço do século XX quando se produz o cúmulo da promoção espanhola, principalmente através da indústria discográfica.A evolução e desenvolvimento da expressão guitarra española por esta indústria, desde a década de 1970, é notável e supera com muito todas as anteriores manifestações que, se bem abundantes, em comparação dão a impressão de pingas ao longo da maior parte de décadas do século XX.

A guitarra «española» e o seu efeito na Galiza (2)

Pedro Fernandes de Castro, VII Conde de Lemos © by Dominio Público / Wikipedia
A ideia iberista que Machado Álvarez tinha da cultura peninsular não chegou a concretizar-se.A ideia historicamente ganhadora foi a construção da Espanha, dentro do possível, como Estado ao estilo francês, uniformizador e centralista, que provocou um processo interno de espanholização e de construção de símbolos identificadores.

A guitarra «española» e o seu efeito na Galiza (1)

Guitarra hitita, ano 3300 antes da nossa Era © by blogspot.com
Por motivos diferentes dos musicológicos, é comum vermos associados aos nomes dos instrumentos alguns adjetivos de procedência ou de identidade que, por erro, são modernamente tomados como de origem (english guitar, viola francesa, chitarra francese, guitarra española, guitarra portuguesa).

Parga, um guitarrista galego de máximo nível europeu (2)

Juan Parga Bahamonde © Arquivo do Museo de Ponte Vedra
Desde o Pacto de El Pardo (1885) informalmente realizado entre os presidentes Cánovas (Partido Conservador) e Sagasta (Partido Liberal), o governo do Estado foi distribuído coordenadamente entre os dous partidos, inaugurando assim o turnismo, ou pacto de governo para favorecer a sucessão monárquica.

Parga, um guitarrista galego de máximo nível europeu (1)

Juan Parga Bahamonde © Arquivo do Museo de Ponte Vedra
Todas as obras que se conhecem de Parga caracterizam-se pelo seu virtuosismo, não unicamente no desempenho técnico do instrumento, mas também nos pormenorizados e numerosos matizes, expressões e imagens visuais para transportar ao intérprete o universo sonoro do autor.
Publicidad

Isabel Rei Samartim (1973) nasce na Estrada (Galiza) onde inicia no âmbito familiar e depois no conservatório local os estudos de música. Titula-se no Conservatório Superior de Música da Corunha, na especialidade de Guitarra, com o professor Antonio Rocha Álvarez. Depois estuda com o maestro David Russell, com Thomas Müller-Pering na Hochschule für Musik «Franz Listz» de Weimar (Alemanha) e outr@s grandes intérpretes. Como guitarrista obtém prémios em diversos concursos da Espanha e da Itália. É convidada a participar em festivais na Itália, Galiza e Portugal. Tem estreado obras de vários compositores e realizado concertos em diversos países europeus e o Brasil. Entre as suas publicações está o Cancioneiro de Marcial Valladares "Ayes de mi país" junto com J. L. do Pico Orjais (Dos Acordes, 2010); Suite Rianjeira (Barbantia, 2010); Proel e o Galo. Poesia e Prosa Galega Completa de Luís G. Amado Carvalho (Edições da Galiza, 2012). Em 2014 lança o disco A Viola no Século XIX: Música de Salão na Madeira, patrocinado pelo Governo Regional da Madeira. Desde setembro de 2020 é doutora em História da Arte pela Universidade de Santiago de Compostela com a tese A guitarra na Galiza, que trata a história da guitarra galega desde o século XII ao XIX. Trabalha desde 2005 como professora funcionária no Conservatório Profissional de Música de Santiago de Compostela. Entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021 integrou também o Departamento de Música da Universidade do Minho (Braga, Portugal). Atualmente realiza recitais de divulgação das mulheres guitarristas galegas e dos fundos galegos para guitarra.

Como reintegracionista e ativista social integrou a Sociedade Cultural Marcial Valadares da Estrada, a Sociedade Astronómica da Estrada e o coletivo Assembleia da Língua. É académica fundadora da Academia Galega da Língua Portuguesa (2008) e membro do Patronato da Fundação AGLP (2011). É sócia da Associação Internacional 'Colóquios da Lusofonia' (AICL). Participou no processo de aprovação da Lei para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a Lusofonia (2014). Entre 2012 e 2016 coordenou a Equipa de Dinamização da Língua Galega do conservatório compostelano, que abriu novas perspetivas para a normalização seguindo o modelo internacional da língua comum.