Isabel Rei Samartim

Comenzó a escribir en Mundoclasico.com el jueves, 8 de abril de 2021. En estos 3 años ha escrito 94 artículos.

A “cítara” na Galiza. Virtuosismo e música de câmara

Bandolim no Museu Fernando Blanco de Cee © 2024 by Isabel Rei Samartim
"Había que sopesar el papel de la guitarra, papel claro está pautado, en la lírica gallega decimonónica: acaso semejante al de la cítara en manos de los trovadores y segreles de los cancioneros galaico-portugueses." (Borobó: 1999)

Guitarristas da Galiza na emigração (3)

José María Varela Silvari © Dominio público / Wikipedia
O Centro Galego de Montevideu tinha começado já no mês de janeiro de 1880 por todo o alto organizando a sua primeira tuna, a Estudantina Galaica com 45 intérpretes com vestimenta de tunos.

Guitarristas da Galiza na emigração (2)

Música prohibida de Juan Alais © 2024 by Isabel Rei Samartim
O elemento mais importante em torno do que girava a vida musical guitarrística em Buenos Aires entre 1870 e 1900 é a loja-armazém, escola, editora, oficina de construção e salão de música do baixo-minhoto Francisco Nuñez Rodríguez, a Casa Nuñez, mais tarde conhecida como Antiga Casa Nuñez.

Guitarristas da Galiza na emigração (1)

Escudo do Centro Galego da Havana, 1879 © Dominio público / Wikipedia
O presente artigo oferece um repasso pelas notícias que recolhemos de guitarristas que tocaram nalgumas Casas da Galiza e outras associações de gentes galegas em Cuba, Argentina, Brasil e Uruguai, sedes dos primeiros Centros Galegos.

Tocaores de flamenco na Galiza no final do séc. XIX

Tapiz no paço de Monte Sacro, em Cambados, 20 de junho de 2021 © 2024 by Isabel Rei Samartim
Na Galicia da Belle Époque na Galiza tivemos a visita de numerosos intérpretes de flamenco que incluíam o nosso país nas suas tournées.Aqui tínhamos locais quase especializados em flamenco, onde as suas atuações eram programadas com frequência e bem acolhidas e apreciadas pela população local.

Huerta, Fola e del Vando na Galiza

Fernando de Torres Adalid (Lluís Ferrant Llausàs, 1852) © 2015 by Carolina Queipo
Huerta era conhecido na Galiza desde a primeira metade do século XIX, prova disso são as várias obras dele no Álbum de Fernando Torres Adalid.

Música da Catalunha e Valência na Galiza (2)

Baltasar Saldoni © Dominio Público / Wikipedia
Continua a relação comentada de obras e autores catalães e valencianos nos fundos galegos.Esta relação iniciou-se no artigo anterior.

Música da Catalunha e Valência na Galiza (1)

Ferran Sors. Litografía de Godofredo Engelmann.  © Dominio Público / Wikipedia
Dentre os fundos galegos analisados achamos 19 autores e 57 obras para ou com guitarra compostas por guitarritas catalães e valencianos.

Guitarristas catalães e valencianos na Galiza

 Clemencia Llerandi. 11/07/1919 © by Héctor Quiroga Pérez, México
O número e a extensão no tempo das visitas de guitarristas forâneos à Galiza significa que a nossa terra não somente era boa para o cultivo da guitarra, mas também para receber artistas doutros lugares interessad@s em atuar aqui.

Casimiro Tarantino, amigo da Galiza, pioneiro na Argentina

Método para guitarra de Casimiro Tarantino. Fonte: Fundo Local de Música de Rianjo © 2023 by Isabel Rei Samartim.
Tarantino aborda de maneira prática e simples o ensino dos elementos básicos da técnica guitarrística.Todas as lições contêm exercícios da sua autoria e vão salpicadas de obras a exemplificarem os estilos tratados compostas para o intérprete amador.
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Isabel Rei Samartim (1973) nasce na Estrada (Galiza) onde inicia no âmbito familiar e depois no conservatório local os estudos de música. Titula-se no Conservatório Superior de Música da Corunha, na especialidade de Guitarra, com o professor Antonio Rocha Álvarez. Depois estuda com o maestro David Russell, com Thomas Müller-Pering na Hochschule für Musik «Franz Listz» de Weimar (Alemanha) e outr@s grandes intérpretes. Como guitarrista obtém prémios em diversos concursos da Espanha e da Itália. É convidada a participar em festivais na Itália, Galiza e Portugal. Tem estreado obras de vários compositores e realizado concertos em diversos países europeus e o Brasil. Entre as suas publicações está o Cancioneiro de Marcial Valladares "Ayes de mi país" junto com J. L. do Pico Orjais (Dos Acordes, 2010); Suite Rianjeira (Barbantia, 2010); Proel e o Galo. Poesia e Prosa Galega Completa de Luís G. Amado Carvalho (Edições da Galiza, 2012). Em 2014 lança o disco A Viola no Século XIX: Música de Salão na Madeira, patrocinado pelo Governo Regional da Madeira. Desde setembro de 2020 é doutora em História da Arte pela Universidade de Santiago de Compostela com a tese A guitarra na Galiza, que trata a história da guitarra galega desde o século XII ao XIX. Trabalha desde 2005 como professora funcionária no Conservatório Profissional de Música de Santiago de Compostela. Entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021 integrou também o Departamento de Música da Universidade do Minho (Braga, Portugal). Atualmente realiza recitais de divulgação das mulheres guitarristas galegas e dos fundos galegos para guitarra.

Como reintegracionista e ativista social integrou a Sociedade Cultural Marcial Valadares da Estrada, a Sociedade Astronómica da Estrada e o coletivo Assembleia da Língua. É académica fundadora da Academia Galega da Língua Portuguesa (2008) e membro do Patronato da Fundação AGLP (2011). É sócia da Associação Internacional 'Colóquios da Lusofonia' (AICL). Participou no processo de aprovação da Lei para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a Lusofonia (2014). Entre 2012 e 2016 coordenou a Equipa de Dinamização da Língua Galega do conservatório compostelano, que abriu novas perspetivas para a normalização seguindo o modelo internacional da língua comum.