Isabel Rei Samartim

Comenzó a escribir en Mundoclasico.com el jueves, 8 de abril de 2021. Desde entonces ha escrito 38 artículos.

Agostinho Rebel Fernandes e seus métodos para guitarra

Martinho d'Assunção © by Museu do fado
Há notícia de Agostinho Rebel através do seu aluno prodígio, o conhecido guitarrista de fado Martinho d'Assunção (Portal do Fado, 2010), e por ter publicado em Lisboa dous métodos de guitarra: «Método elementar progressivo para Guitarra Espanhola» e o «Novo método para Guitarra Española Elementar e Progressivo».

Vindicação da tablatura. Sobre uma comunicação de John Griffiths

Manuscrito barroco do Fundo Casto Sampedro © by Arquivo do Museu da Ponte Vedra
John Griffits denuncia a falsidade de que a tablatura era uma notação “periférica” e pouco importante na música ocidental e manifesta-se claramente contra aquela musicologia que continua a ver a história da música como uma sucessão de estilos, obras e autores em ordem alfabética, em vez de a tratar como uma parte da história social dos povos, do comportamento humano e da prática musical.

Vindication of tablature. On a paper by John Griffiths

Manuscrito barroco do Fundo Casto Sampedro © by Arquivo do Museu da Ponte Vedra
Griffiths condemns the falsehood of the tablature being a "peripheral" and unimportant notation in Western music, regrets the decline of studies on musical paleography, and speaks out clearly against the kind of musicology that keeps on seeing music history as a succession of styles, works and authors in alphabetical order, rather than treating it as a part of the social history of peoples, human behaviour and musical practice.

O fundo guitarrístico de Javier Pintos Fonseca (4). As partituras

Sonatas de Beethoven sobre o piano da casa de Samieira © Arquivo do Museu de Ponte Vedra
Fica por aqui a relação de amizades, ligações, obras e vida musical de Javier Pintos Fonseca, um dos nossos guitarristas e intelectuais mais completos e prolíficos, cuja influência na Ponte Vedra foi fulcral e o grande motor da vida musical da cidade.

O fundo guitarrístico de Javier Pintos Fonseca (3). As partituras

Retrato de Andrés Segovia por Manuel Quiroga © by Museu da Ponte Vedra
A música galega de Parga não chegou a publicar-se e desconhecemos onde poderá estar à nossa espera.Supomos que estaria na sua intenção publicar as obras galegas, que cremos também virtuosísticas, de grande formato e cheias de matizes.

O fundo guitarrístico de Pintos Fonseca (2). A música e as guitarras

Orquestra Samartim, com Pintos no centro de pé © by Marina Pintos-Fonseca / Museu da Pontevedra
A veneração de Javier Pintos por Beethoven é algo digno de comentário.Algumas das sonatas contêm longas e eruditas indicações de Pintos anotadas nas margens, sintoma de ter aprofundado no seu estudo.

O fundo guitarrístico de Pintos Fonseca (1). A Filarmónica da Ponte Vedra

Escudo dos Fonseca na Casa de Samieira © 2021 by Isabel Rei Samartim
O último dia do ano 1924 a Sociedade Filarmónica da Ponte Vedra anunciava o primeiro concerto na Galiza de Andrés Segovia.Na quarta-feira, 31 de dezembro teria lugar um programa dividido em três partes: Na primeira incluíam-se uma Sonata de Carulli, umas Variações de Sors, um Estudo de Tàrrega e uma Canção popular mexicana de Ponce, dedicada a Andrés Segovia.

Guitarra galega e argentina: Um elo comum em Rianjo

Mulheres rianjeiras © by Coleção de Xosé Pérez. Concelho de Rianjo.
No Fundo Local de Música do Concello de Rianjo é mantida a pegada das relações galaico-argentinas surgidas pela forte emigração.No fim do século XIX o fundo oferece, entre mais elementos, a descoberta de um professor de guitarra e compositor desconhecido, Agustín Gómez, ativo em Buenos Aires, graças à mediação do seu aluno, o rianjeiro e guitarrista, Andrés Pérez García.

Henrique Lens Viera e a guitarra

Enrique Lens Viera en Lincoln hacia 1920 © Dominio Público / Mundoclasico.com
Henrique Lens Viera, pianista e compositor galego, enquanto morou na Galiza não foi alheio ao impulso que a guitarra e as orquestras de plectro experimentaram no último terço do século XIX e primeiro do XX.

A família Ronzi e os fundos galegos para guitarra

Retrato de Giuseppina Ronzi © 1833-35 by Karl Briullóv / Wikipedia
Giuseppina Ronzi foi uma das divas da ópera italiana na primeira metade do século XIX, ao nível de Giuditta Pasta, Pauline Viardot e Maria Malibran.Admirada por Donizetti, o compositor escreveu para ela "Gemma di Vergy," mas também "Roberto Devereux", onde interpretou o papel da Rainha Elizabeth.
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Isabel Rei Samartim (1973) nasce na Estrada (Galiza) onde inicia no âmbito familiar e depois no conservatório local os estudos de música. Titula-se no Conservatório Superior de Música da Corunha, na especialidade de Guitarra, com o professor Antonio Rocha Álvarez. Depois estuda com o maestro David Russell, com Thomas Müller-Pering na Hochschule für Musik «Franz Listz» de Weimar (Alemanha) e outr@s grandes intérpretes. Como guitarrista obtém prémios em diversos concursos da Espanha e da Itália. É convidada a participar em festivais na Itália, Galiza e Portugal. Tem estreado obras de vários compositores e realizado concertos em diversos países europeus e o Brasil. Entre as suas publicações está o Cancioneiro de Marcial Valladares "Ayes de mi país" junto com J. L. do Pico Orjais (Dos Acordes, 2010); Suite Rianjeira (Barbantia, 2010); Proel e o Galo. Poesia e Prosa Galega Completa de Luís G. Amado Carvalho (Edições da Galiza, 2012). Em 2014 lança o disco A Viola no Século XIX: Música de Salão na Madeira, patrocinado pelo Governo Regional da Madeira. Desde setembro de 2020 é doutora em História da Arte pela Universidade de Santiago de Compostela com a tese A guitarra na Galiza, que trata a história da guitarra galega desde o século XII ao XIX. Trabalha desde 2005 como professora funcionária no Conservatório Profissional de Música de Santiago de Compostela. Entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021 integrou também o Departamento de Música da Universidade do Minho (Braga, Portugal). Atualmente realiza recitais de divulgação das mulheres guitarristas galegas e dos fundos galegos para guitarra.

Como reintegracionista e ativista social integrou a Sociedade Cultural Marcial Valadares da Estrada, a Sociedade Astronómica da Estrada e o coletivo Assembleia da Língua. É académica fundadora da Academia Galega da Língua Portuguesa (2008) e membro do Patronato da Fundação AGLP (2011). É sócia da Associação Internacional 'Colóquios da Lusofonia' (AICL). Participou no processo de aprovação da Lei para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a Lusofonia (2014). Entre 2012 e 2016 coordenou a Equipa de Dinamização da Língua Galega do conservatório compostelano, que abriu novas perspetivas para a normalização seguindo o modelo internacional da língua comum.