Vox nostra resonat

A guitarra na Galiza

As escolas de música de Betanços

Isabel Rei Samartim
viernes, 14 de octubre de 2022
Agrupacion Musical Carlos Seijo em março de 2022 © 2022 by Isabel Rei Samartim Agrupacion Musical Carlos Seijo em março de 2022 © 2022 by Isabel Rei Samartim
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Além do Orfeão Eslava n.º 3 que em 1891 dirigia o organista, compositor e guitarrista Jorge Yáñez, filho do guitarrista e empresário corunhês do mesmo nome, presidente do Circo Recreo de Artesanos da Corunha, em Betanços houve várias escolas de música que incluíam o ensino de cordofones dedilhados (El Mendo, 1891).

Pelo guitarrista betanceiro Marcelino Álvarez (2004) sabemos que no fim do século havia em Betanços três escolas populares onde as violas/guitarras e os cordofones dedilhados tinham numerosa presença. O objetivo da fundação destas escolas era, quase sempre, a formação de um grupo musical que, normalmente, era uma orquestra de plectro. 

“Rondallas” ou Orquestras de plectro?

Orquestra de plectro Carlos Seijo em 1998. Rondallas brigantinas, p 144. © 2004 by Marcelino Álvarez López.Orquestra de plectro Carlos Seijo em 1998. Rondallas brigantinas, p 144. © 2004 by Marcelino Álvarez López.

Façamos aqui um parêntese para explicar algo que precisa de explicação. Rondalla é uma palavra que procedência catalã que adquire um peso importante nessa nação ibérica durante o século XVIII, por causa da publicação intitulada Rondalla de Rondalles a imitació del Cuento de Cuentos... (Valência, 1768), do dominico valenciano Lluís Galiana Cervera (1740-1771), considerado um dos pais da literatura em catalão. Além de ‘conto’ ou ‘relato’, a palavra também significava ‘grupo de pessoas jovens a fazerem festa’. Seria este segundo significado o que derivou na denominação de grupo musical que passou à língua castelhana.

Porém, no nosso âmbito atlântico temos outras realidades e palavras, sem necessidade de tomar o uso castelhano, facto que acontece na maior parte de textos escritos na Galiza sobre as orquestras de plectro. Por exemplo, hoje sabemos que entre nós o vocábulo forâneo rondalla tem um uso geral para conjuntos musicais sem cordofones dedilhados, como se vê no estudo de Marcelino Álvarez (2004). Por isso, para sermos mais precisas, no âmbito académico é preferível a denominação de orquestras de plectro, orquestras de guitarras ou orquestras de cordofones dedilhados, aplicando o vocábulo ‘orquestra’ no seu senso mais correto, que é o de agrupamento instrumental, normalmente de mais de 10 componentes a tocarem várias vozes, em que cada voz é interpretada por vários integrantes a tocar um mesmo instrumento, o que habitualmente se chama ‘a mesma corda’.

O guitarrista Augusto Veiga Valenzano

Pieza enlazada

Voltando a Betanços, as orquestras de plectro eram o principal objetivo das escolas e academias de música de que temos notícia a partir de 1894. Nesse ano vemos que Augusto Veiga Valenzano, um dos filhos do compositor mindoniense Pascoal Veiga Iglesias, cuja relação com a guitarra tratamos em artigo anterior, abre uma escola de música onde ensina solfejo, canto, violino e piano, e no ano a seguir o produto da escola é uma orquestra de plectro chamada Rondalla 1895, dirigida por ele e integrada por 12 moços a tocarem bandolins, bandurras e guitarras. 

Tomamos esta informação de Marcelino Álvarez intuindo que o autor, por sua vez, tomou a informação tal qual era reproduzida na sua fonte, um jornal da época hoje perdido. O que obriga a perguntar-nos porquê essa fonte ignorava os cordofones na listagem de especialidades da escola. Não deixa de ser curioso que, segundo a fonte, na escola de Augusto Veiga se ensinasse solfejo, canto, piano e violino, porém o grande produto fora uma orquestra de cordofones. 

O lógico seria que na escola de Augusto Veiga também houvesse ensino de cordofones dedilhados, por isso o violinista dirige essa orquestra e não uma de arco ou um grupo de câmara de formação diversa. Como acontece hoje nos conservatórios galegos com a viola/guitarra, é possível que os cordofones dedilhados tivessem mais demanda do que outros instrumentos. Na escola o professor de violino era Júlio Veiga, irmão de Augusto, e o de piano, João Ponte Branco. Então, se o regente da orquestra de cordofones era Augusto, será que era Augusto Veiga o professor de guitarra?

A orquestra Rondalla 1895 teve a sua primeira atuação em maio de 1896, na inauguração do Círculo Católico betanceiro, onde tocaram o minueto de Boccherini e a moinheira La Escala de Pascoal Veiga. Em setembro do mesmo ano a orquestra tocava em Ares e incrementava o número de intérpretes, sócios dos centros recreativos Tertulia Circo e Liceo Recreativo de Artesanos. Na orquestra participavam também os professores de violino e piano. A última notícia que refere Álvarez desta orquestra é de 1897, quando participa num festival benéfico tocando Loín duval de Guillet e a Alvorada de Veiga (Álvarez, 2004, pp. 11-12).

Não sabemos quem seria esse Guillet. Houve um compositor belga, Charles Guillet (?-1654), do qual ainda hoje se conhece pouca música. Se assim fosse, seria a primeira vez que vemos uma orquestra de fim do século XIX a tocar música antiga. Também houve um outro Guillet mencionado por Alejo Carpentier como compositor de música ligeira e autor da obra Regreso del baile (Carpentier, 2002, p. 202). Carpentier menciona-o com outros compositores como Théodore Lack (1846-1921), se Guillet era seu contemporâneo poderia ser este o autor interpretado pela orquestra de Augusto Veiga.

O Centro de Música e Declamação

Uma outra escola foi a do Centro de Música e Declamação de Betanços. Deste Centro só se sabe que se dissolveu em dezembro de 1900 (Álvarez, 2004, p. 13). A notícia desta dissolução informava de que o leilão preparado para vender os materiais e instrumentos incluía um contrabaixo, um violino, uma bandurra, quatro guitarras, quatro estantes e várias partituras. Parece possível supor que o ensino de cordofones dedilhados era real e, inclusive, predominante. Em 1912 o Centro voltou a ativar-se, dirigido pelo comandante de Infantaria Pedro Martinez Deza, como escola de ensino musical de género misto (Gaceta de Galicia, 1912).

Outros músicos em Betanços

Pieza enlazada

Do município de Cessuras, hoje Oça-Cessuras, era Luis Agote Aguiar, menino nascido ca. 1880, que ficou sem vista aos dezoito meses de vida. A família enviou o menino estudar a Compostela, na Escola de López Navalón tratada no artigo anterior, onde aprendeu o ofício da música e a tocar vários instrumentos de corda. Está registado como estudante entre 1899 e 1906, e como professor ajudante da Escola entre 1908 e 1922, ocupando-se das aulas de guitarra e cordofones dedilhados. Agote também tocava violino, como tantos guitarristas da época.

O pianista João Ponte Branco foi diretor de uma academia de música para crianças, uma vez desaparecida a escola de música de Augusto Veiga e a do Centro de Música e Declamação. Com o nome de La Unión Musical, esta academia estava situada no número 3 da rua Travessa. A escola realizava a sua apresentação oficial em 19 de agosto de 1900, visitando os jornais locais e realizando um concerto (Álvarez, 2004, p. 15). Não sabemos se a rondalla escolar dirigida por Ponte Branco tinha cordofones. O pianista desenvolveria mais tarde uma carreira como jornalista, primeiro como correspondente em Betanços de vários diários galegos, e depois como fundador do semanário La Nueva Era, continuador do La Aspiración (La Voz de la Verdad, 1912).

Com ocasião de uma excursão organizada pelos ciclistas do Sporting Club corunhês, José Castro Chané deu um recital de guitarra em Betanços, como solista e acompanhando algumas cantoras de que não nos chegou o nome e que interpretaram fragmentos de zarzuelas e óperas (El Mendo, 1890). A viagem organizada pelo clube corunhês realizou-se por mar, deslocando-se os músicos através da ria em faluas, como as excursões que se realizavam ao Ferrol. Tinha de ser todo um espetáculo ver chegar os músicos, que tocavam desde as embarcações, recebidos pelas gentes como altas personalidades. Um ano mais tarde o mesmo jornal betanceiro, El Mendo, dá notícia da atuação guitarrística de Jorge Yáñez, compositor e regente com que começávamos este artigo.

O entrudo de 1901 deu para muito em matéria de orquestras. Além de La Unión Musical apresentaram-se mais duas orquestras eventuais, formadas para festividade: Os Jaus e Os Boers. Dos primeiros, o jornal não diz os instrumentos que tocavam, mas informa da destreza e agilidade das pandeiretas, o que evoca a imagem da Estudantina ou Tuna universitária, com bandolins, bandurras, guitarras, percussão, e os malabarismos próprios do estudante que toca a pandeireta. Dos segundos, Os Boers [Bôeres], são 10 moços caricaturizados como independentistas sul-africanos a tocarem cordofones dedilhados. 

Pieza enlazada

Já vimos no terceiro artigo dedicado às orquestras de plectro, que no ano anterior uma orquestra ferrolana, a Airinhos da minha terra, tocava o Hino de Transvaal, que era o hino da independência. Na altura parece haver na Galiza, ou pelo menos no triângulo brigantino Corunha-Betanços-Ferrol, uma identificação clara, que chega até à representação carnavalesca, com a situação política da África do Sul.

Apresentou-se mais uma orquestra de cordofones naquele Entrudo de 1901. Era a intitulada Colectividad Obrera, formada por 4 ocarinas, 7 guitarras e uma pandeireta, e dirigida por Domingo Tenreiro. Não sabemos se é a mesma que em maio desse ano, com o nome de Sección Obrera, estava dirigida por Benigno Garcia Neira e o presidente da sociedade era o deputado provincial Francisco Sanchez Diaz. A orquestra da Sección Obrera assistia a um banquete na sua honra em que o regente cantou um fado acompanhado de guitarras (El Progreso, Betanços, 1901). Álvarez recolhe ainda em Betanços mais um pequeno grupo formado por 1 violino, 2 bandurras e 4 guitarras chamado Una Rondalla, que tocou pelas ruas de Betanços no dia de fim de ano de 1901. 

A Lira Brigantina

A orquestra de plectro betanceira Lira Brigantina em 1914. © 2004 by Marcelino Álvarez López, Rondallas brigantinas, p. 28.A orquestra de plectro betanceira Lira Brigantina em 1914. © 2004 by Marcelino Álvarez López, Rondallas brigantinas, p. 28.

A Lira Brigantina seria a grande orquestra de cordofones das primeiras décadas do século XX em Betanços (Álvarez, 2004, pp. 23, 25-30). Criada em 1909 e dirigida por Andrés Naveira, a orquestra contava também com um grupo de declamação. Participando em todas as festas betanceiras, a Lira Brigantina esteve ativa até ao ano de 1915, onde já era regente Joaquim Marti Amor, filho de Joaquim Marty Roca, que entre 1919 e 1925 dirigia a Banda Municipal (Ares, 2018, p. 186). 

Aqui vemos também, como no caso de Reveriano Soutulho, que as populares orquestras de cordofones eram a primeira prática para quem queria avançar na carreira de regente. Este sagrupamentos constituíam a escola de aprendizagem dos e das regentes galegas, assim de importante tem sido o seu contributo à música galega. Nessa linha explica Álvarez como as orquestras de cordofones betanceiras eram dirigidas, na segunda década do século XX e seguintes, pelos grandes músicos das Bandas como António Segura, Faustino Temes Dieguez, Manuel Fernandez Amor e Rogélio Loureda. 

Orquestra Palma, ano 1951. Guitarra de madeira com cravelhame antigo. Orquestras populares das Mariñas, p 93. © 2006 by Xulio Cuns e Xosé Mª Veiga .Orquestra Palma, ano 1951. Guitarra de madeira com cravelhame antigo. Orquestras populares das Mariñas, p 93. © 2006 by Xulio Cuns e Xosé Mª Veiga .

Entre as já mencionadas está também a Orquesta Betanzos onde tocavam o pianista João Ponte Branco e o bandurrista Vicente Lopez Mancera. Entre os intérpretes desta época está o pai de Álvarez Lopez, um jovem Marcelino Álvarez Dopico fotografado de Pierrot a tocar um adornado bandolim de estilo italiano. Tomamos uma reflexão de Álvarez Lopez quando, a lembrar o pai, diz que apesar da falta de constância e a informalidade daqueles agrupamentos surpreendia o facto de eles nunca terem deixado de existir. Agora vemos nas trajetórias de cada músico a superação daquela pretensa inconstância, pois a escola que ministravam os mais preparados tem sido eficaz, visto que filhos e netos foram herdando o ofício da música e o amor pelos instrumentos de corda dedilhada.

As herdeiras de Maria Balteira

Também há notícia de uma orquestra de cordofones betanceira formada unicamente por mulheres, que atou nos primeiros dias do ano de 1902 no Liceo Recreativo com motivo dos bailes de Reis que juntaram umas 350 pessoas. Mais para a frente veremos que em 1890 já havia orquestras de cordofones formadas por mulheres em Pontedeume. Também em 1895 atuava uma orquestra de mulheres no Centro Galego de Madrid, e em 1897 Ulibarri punha na moda as orquestras de mulheres em Vigo.

As "tunantas" da orquestra betanceira (assim denominadas pela imprensa!), que estavam vestidas com "airosas y elegantes indumentarias" e atuaram à 01h da madrugada, eram Mercedes Golpe, a regente, as irmãs Águeda e Joaquina Garcia Iribarne, bandolim e violino, Rosina e Lola Sanchez Diaz, pandeireta e guitarra, Angústias Diaz, Paca e Joaquina Vieites, guitarristas com Victoria Sobrino que também era a tesoureira, Elena Gayoso, violinista, Avelina Perez e Isaura Golpe, possível familiar de Mercedes Golpe, bandurristas, Enriqueta Carril tocava os ferros e Soledad Abarrategui era a abandeirada. No total as 14 componentes realizavam a seguinte formação musical: 2 violinos, 1 bandolim, 2 bandurras, 5 guitarras, 2 percussões (pandeireta e ferros), além da regente e uma abandeirada (El Pueblo, 1902).

As orquestras do resto do século XX

Xulio Cuns Lousa (1926-2014), guitarrista. © Foto do Arquivo Municipal de Betanços.Xulio Cuns Lousa (1926-2014), guitarrista. © Foto do Arquivo Municipal de Betanços.

Em cada orquestra havia uma escola, no estilo das Bandas de Música. Seria longo demais relatar os pormenores de todas as orquestras de plectro betanceiras surgidas ao longo do século XX, algo que já fizemos no artigo intitulado “Guitarristas de Betanços: Breve história da guitarra brigantina”, publicado na revista Anuario Brigantino (2020), n.º 43, que recomendamos para as pessoas que desejam conhecer mais em profundidade a história da guitarra nesta vila galega. Aqui apresentamos um breve resumo apoiado nos excelentes trabalhos de Marcelino Álvarez, já citado, e de Xúlio Cuns Lousa, outro guitarrista e intelectual estudioso da história de Betanços. Haverá, portanto, que inferir uma escola de cordofones dedilhados em cada agrupamento:

Em 1934 constitui-se a Agrupación Musical Brigantina, orquestra de plectro cujo regente era o guitarrista Manuel Caabeiro Lopez, e estava formada por 5 bandurras, 2 bandolins, 3 alaúdes, 6 guitarras, 3 pandeiretas e um cantor.

Em 1941 a Rondalla de Educación y Descanso começa as apresentações em público, constituída pelo próprio Marcelino Álvarez, Xulio Cuns, Carlos Seixo, Enrique Lousa e outros conhecidos músicos betanceiros, sendo o regente Manuel Fernandez Rosende.

Em 1967 e durante os seguintes quatro anos, ensaia na escola Nuestra Señora del Carmen uma orquestra de plectro formada por meninas, que não seria a primeira orquestra feminina de Betanços, como pensava Álvarez Lopez. O regente era Xúlio Cuns Lousa que, durante o período que medeia entre o final da orquestra de Educación e Descanso e a de meninas, se reúne habitualmente com outros amigos para dar serenatas informais. 

As jovens integrantes desta orquestra eram de novo meninas de apelidos ilustres, por ligados à guitarra em Betanços, como Mariló Seijo López, Carmen Golpe Veiga, Pilar Paz Delgado, Maria Luisa Lopez Cachaza, Lita Carro Garcia, Teresa Ruzo, Purita Alonso Samartim, Tonucha Álvarez Pombo, Maria José Velo Bugia, Estrella Castro, Finita, Naty Galan Pintor, Pilar, Araceli Olveira Vilar e Olga Quintela Lopez, segundo a relação de Álvarez Lopez (2004, pp. 45-46).

Orquestra de plectro mista ca 1977. © 2004 by Marcelino Álvarez López, Rondallas brigantinas, p 28.Orquestra de plectro mista ca 1977. © 2004 by Marcelino Álvarez López, Rondallas brigantinas, p 28.

Em 1973 outra escola organizava uma orquestra de plectro em Betanços, era o Colegio Nacional Comarcal Mixto, que contratava o guitarrista Manuel Vidal Diz para dar aulas de todos os instrumentos da orquestra e levar para a frente os ensaios e a regência do agrupamento. A orquestra era mista, formada por meninos e meninas, e permaneceu em ativo até 1979, sendo dirigida desde 1978 por Manuel Fernandez Rosende, recém retornado do Brasil.

Xulio Cuns Lousa e os irmãos Eduardo e José Luis Muñoz Vales num trio de guitarra clássica, bandolim e guitarra eléctrica. © 2022 by Arquivo Municipal de Betanços.Xulio Cuns Lousa e os irmãos Eduardo e José Luis Muñoz Vales num trio de guitarra clássica, bandolim e guitarra eléctrica. © 2022 by Arquivo Municipal de Betanços.

Em 1978 os velhos amigos das orquestras anteriores organizam-se de novo na orquestra Rondalla Nosa. A associação foi impulsada por Francisco Carlos Seijo Rodríguez ‘Carlines’ (19 de maio de 1924 – 30 de maio 1982), que era o regente. Entre os integrantes estavam Manuel Fernandez Rosende, Marcelino Álvarez Lopez, Xúlio Cuns Lousa, Eduardo e Xosé Luis Muñoz Vales, todos antigos integrantes da orquestra de plectro de Educación y Descanso. Esta nova orquestra betanceira era mista e foi legalizada como associação em 14 de setembro de 1979. 

As mulheres integrantes da orquestra Rondalla Nosa (1978), eram: uma bandolinista, Sara Suarez Fernandez, uma bandurrista, Elena Sanchez Tomé, as alaudistas Maria Ascension Maceiras Brañas, Maria Olga Recio Sanchez e Ángeles Sanchez Tomé (irmã de Elena), e as guitarristas Inés Bouza Hernaez, Maria Belen Garcia, Susana Golpe Veiga, Ana Recio Sanchez (irmã de María Olga), Patrícia Teijeiro Barge e Olga Ucha Manso.

À morte do carismático regente Carlos Seixo, o agrupamento passou a se chamar Agrupación Musical «Carlos Seijo», cuja sede em 1982 estava na Rua dos Prateiros, 2, 1º. Esta é a orquestra de plectro de maior duração e mais influente em Betanços e comarca, com inúmeras atuações ao longo das últimas décadas do século XX e também as primeiras do XXI, com colaborações, prémios e galardões de todo o tipo recebidos pela sua atividade que continua até ao momento atual.

Referências bibliográficas

  1. Álvarez López, Marcelino (2004). Rondallas brigantinas. 25 años de la agrupación musical "Carlos Seijo". Betanços: LUGAMI Artes Gráficas.
  2. Ares Espiño, Javier (2018). "La banda municipal de Betanzos y los inicios musicales de Carlos López García-Picos". Garbayo, J. e Capelán, M. (Eds.). Ollando ó mar: música civil e literatura na Galicia Atlántica (1875-1950) (pp. 181-204). Pontevedra: Museo de Pontevedra.
  3. Carpentier, Alejo (2002). Ese músico que llevo dentro, 11, (2ª ed.). México: Siglo Veintiuno Editores.
  4. Cuns Lousa, Xulio (1984): "La Banda Municipal de Betanzos en el siglo XIX". Anuario Brigantino, 7, pp 155-178.
  5. Cuns Lousa, Xuli.o (1986): "La Banda Municipal de Betanzos en el siglo XX". Anuario Brigantino, 9, pp 137-150.
  6. Cuns Lousa, Xulio. e Veiga Ferreira, Xosé M. (2006): Orquestras populares das Mariñas. Betanços: LUGAMI.
  7. El Mendo (1890). Crónica de las Mariñas. Betanços: 2 de junho, pp. 2-3.
  8. El Mendo (1891). En el Teatro. Betanços: 29 de maio, pp. 2-3. 
  9. El Progreso (1901). La Sección Obrera. Betanços: 19 de maio, p. 2.
  10. El Pueblo (1902). Crónica local. Los bailes de Reyes. En el Liceo Recreativo. Betanços: 12 de janeiro, p. 3.
  11. Gaceta de Galicia (1912). Betanzos. Santiago de Compostela: 26 de maio, p. 2. 
  12. Galiana Cervera, Lluís (1768). Rondalla de Rondalles a imitació del cuento de cuentos de Don Francisco de Quevedo y de la historia de histories de don Diego de Torres... y treta a llum per Carlos Ros. Valência: Benét Monfort.
  13. La Voz de la Verdad (1912). Miscelánea. Nuevo colega. Lugo: 7 de agosto, p. 2. 
  14. Rei-Samartim, Isabel (2020a). A guitarra na Galiza. Tese de doutoramento. Universidade de Santiago de Compostela. 
  15. Rei-Samartim, Isabel (2020b). "Guitarristas de Betanços. Breve história da guitarra brigantina". Anuario Brigantino, 43, pp. 549-576.
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