Vox nostra resonat

A guitarra na Galiza

O método para guitarra de Avelina Valladares

Isabel Rei Samartim
jueves, 9 de marzo de 2023
"Esplicación de los rudimentos de música" de Avelina Valladares  © 2023 by Isabel Rei Samartim "Esplicación de los rudimentos de música" de Avelina Valladares © 2023 by Isabel Rei Samartim
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No Arquivo Histórico Provincial de Ourense conserva-se o que pode ser o método de guitarra de Avelina Valladares, possivelmente escrito pelo seu pai José Dionísio Valladares, algum outro familiar ou amigo contemporâneo, em data indeterminada da primeira metade do século XIX. Trata-se de um caderno apaisado com 19 fólios de 14,5 x 21cm, encadernado em cartoné e catalogado na cota Caixa 24116/03, dentro do fundo Carlos Taboada Tundidor. 

Primeira página da «Esplicacion». Arquivo Histórico Provincial de Ourense. © 2023 by Isabel Rei Samartim.Primeira página da «Esplicacion». Arquivo Histórico Provincial de Ourense. © 2023 by Isabel Rei Samartim.

O método intitula-se Esplicacion de los rudimentos de música apropiada á la guitarra para el uso de A. V. Não constam data nem local de redação, mas pelo seu título, é um texto criado para uso de uma pessoa cujo nome e apelido coincide com as iniciais de Avelina Valladares. A sua aparição num arquivo ourensano oferece a dificuldade de traçar o caminho que seguiu o documento para chegar até lá vindo da Estrada.

Seguindo a trilha do método

Pieza enlazada

O militar, político e bibliófilo ourensano Carlos Taboada Tundidor (1880-1935) conservou a Esplicacion na sua biblioteca até à doação ao Arquivo Histórico Provincial realizada por um familiar em 2011. Existem várias vias de ligação entre os Valladares e Ourense. Uma delas surge com motivo da nomeação de José Dionísio como Governador da província em 28 de dezembro de 1849. A viagem da família de Samora a Ourense realiza-se no mês de janeiro de 1850 e a tomada de posse do cargo, o dia 30 desse mês e ano. Porém, em 15 de março Valladares resulta cessado (Ferreirós, 2018, pp. 118-121). Por isso José Dionísio, que já estava na idade de solicitar a reforma, retorna com a sua família a Vilancosta. 

Mas, se o texto se tivesse perdido nesta breve passagem por Ourense, a sua aparição na biblioteca de Carlos Taboada teria sido ainda mais misteriosa.

Uma segunda conexão, que achamos mais possível ainda que não está demonstrada, é o método ter sido herdado através de Laurentino Espinosa, único herdeiro de Vilancosta e sobrinho muito querido de Avelina Valladares. Espinosa casou as duas filhas, Albina (que morreu logo de casar) e Mercedes Espinosa Cervela, com o intelectual galeguista Antón Losada Dieguez (1884-1929), dono do paço de Moldes, em Boborás (Ourense). O método poderia ter sido parte da herança que Losada recebeu de Vilancosta, visto que na família Losada Dieguez havia também um grande interesse pela música. Em Boborás ainda se conservam o piano e um violino. O método de guitarra, supostamente herdado, poderia ter servido para a iniciação musical dalgum outro parente, como o próprio Losada ou os filhos do casal Losada Espinosa.

E agora vem a explicação do elo mais fraco. Como é que chegou o método à biblioteca de Taboada Tundidor? Ele era tão só quatro anos mais velho que Losada Dieguez. Ambos os dous foram ourensanos a estudarem Direito em Compostela. É possível que chegaram a conhecer-se e quem sabe se partilharam interesses musicais durante a carreira, interesses que poderiam ter sido motivo de amizade e conversa na sua vida posterior. Mas, ainda que esta hipótese parece mais plausível que a anterior, o modo em que o método chegou às mãos do político ourensano é ainda um mistério.

Pieza enlazada

Devido a esta falta de informação, as hipóteses da autoria da Esplicacion são também circunstanciais. Carecendo de assinatura e data, só podemos apoiar-nos no fundo musical dos Valladares e no próprio texto do método. Como temos dito, uma boa quantidade das obras achadas em Vilancosta estão sem assinar, portanto, são de autoria desconhecida. Porém, as iniciais A. V. não são desconhecidas, achamo-las na dança para guitarra de Avelina Valladares, noutros apontamentos em Folhas Soltas e nos seus poemas. 

Exemplo de assinatura de Sérgio Valladares, no Fundo Valladares, hoje depositado na Biblioteca da USC. © 2023 by Isabel Rei Samartim.Exemplo de assinatura de Sérgio Valladares, no Fundo Valladares, hoje depositado na Biblioteca da USC. © 2023 by Isabel Rei Samartim.

As assinaturas e alusões através das iniciais do nome e primeiro apelido são um costume da família que já temos observado em muitas ocasiões. Além do de Avelina, o arquivo musical e literário oferece exemplos dos filhos Marcial e Sérgio e da filha Luísa.

Dedicatória no cancioneiro (Dos Acordes, 2010) e exemplo de assinatura de Marcial Valladares. © 2023 by Isabel Rei Samartim.Dedicatória no cancioneiro (Dos Acordes, 2010) e exemplo de assinatura de Marcial Valladares. © 2023 by Isabel Rei Samartim.

Na dedicatória de Ayes de mi país às irmãs Valladares observa-se o mesmo jogo que na capa da Esplicacion: algumas das letras inclinam-se à direita e outras à esquerda. Marcial Valladares parece usar esse recurso visual com a intenção de destacar a palavra "autor", tendo em conta que não estava na sua intenção colocar o seu nome completo, mas o abreviado: M. V.

Contudo, não achamos provável ter sido Marcial o autor da Esplicacion. Consideramos que o texto é anterior, por demonstrar muita madurez e amplidão nos conhecimentos de música, por ser dedicado a Avelina, que começou os estudos musicais aos seus 13 ou 14 anos, entre a estadia na Ponte Vedra e em Lugo, segundo indica Ferreirós (2018, p. 486). Nessa altura Marcial teria só 18 anos. Mais bem parece que o método terá sido escrito pelo pai, José Dionísio, de quem Avelina, Marcial e o resto de filhos e filhas receberam as primeiras lições.

Descrição da Esplicacion

Fragmento do manuscrito do poema Diálogo entre um peregrino e um lavrador, de Avelina Valladares, 1879. © 2023 by Isabel Rei Samartim.Fragmento do manuscrito do poema Diálogo entre um peregrino e um lavrador, de Avelina Valladares, 1879. © 2023 by Isabel Rei Samartim.

O método está escrito em língua castelhana. De início a fim tem uma letra cuidada e elegante, cuja pomposidade realça a importância do escrito, de modo a estabelecer a dignidade e respeito pela matéria tratada desde o primeiro minuto de leitura. A análise das letras e a comparação com outros textos escritos pela família, sem coincidir totalmente, oferecem muitas semelhanças. Tantas que a conclusão é que os autores ou autoras eram familiares ou, no mínimo, coetâneos.

A Esplicacion é uma explicação da linguagem musical orientada ao estudo da guitarra. O uso das palavras "guitarra" e "vihuela" como sinónimas é frequente, o que determina um autor, ou autora, da primeira metade do século XIX ou mesmo anterior. Os termos musicais utilizados para os valores das notas (breves, semibreves, mínimas, semínimas, corcheas, semicorcheas, fusas, semifusas), a escala enunciada (sol, la, si, ut, do, re, mi, fa) e os termos relativos aos âmbitos da escala (regrave, grave, agudo, sobreagudo, agudísimo) indicam que a instrução musical pertence a alguém que se educou mais no século XVIII do que no XIX e provavelmente num ambiente eclesiástico. 

O uso de Ut por Dó vê-se nos tratados franceses de guitarra de Alberti, 1786 (Delume, 2003, p. 85), Gatayes, ca.1800 (p. 195), Lemoine, ca.1800 (p. 137) mas estes autores já não usam o modo antigo de nomeação das notas e acordes ("Gesolrreut", etc.), como acontece na Esplicacion, e a sua escala começa por Ut e não por Sol, como acontece no sistema guidoniano. Quem sim usa o nome antigo das notas é Santiago de Múrcia (1714-1717; 1722) o qual também começa o texto das suas Cifras selectas (1722) com a palavra "Explicacion".

Indícios de galeguidade

Exemplo de assinatura e caligrafia de Avelina Valladares num dos seus poemas. Fonte: Luna Sanmartín (2000). © 2023 by Isabel Rei Samartim.Exemplo de assinatura e caligrafia de Avelina Valladares num dos seus poemas. Fonte: Luna Sanmartín (2000). © 2023 by Isabel Rei Samartim.

Também há indícios a darem a possibilidade da pessoa autora ser galega. O texto, escrito em castelhano, ainda que com alguma hesitação ortográfica própria de quem viveu a última reforma de 1815, continua a oferecer exemplos de galeguidade: O uso das palavras "repiticion", "necisidad", "eligir" (sic) explicam-se pelo fenómeno fonético de assimilação vocálica (umlaut), típico na língua da Galiza e, neste caso, aplicado ao castelhano, consistente em fechar a vogal anterior a uma sílaba com vogal fechada (-i-). É fenómeno normal entre as gentes de fala galega.

Um outro indício de galeguidade aborda um terreno mais técnico musical: Na explicação do compasso de 6/8 a pessoa autora parece descrever o ritmo de moinheira quando indica que "la primera corchea de cada compas ha de ocupar un poquito mas espacio de tiempo que las dos corcheas siguientes". No parágrafo seguinte volta a dizer: "en el compas de seis por ocho se advirtió, que de las seis corcheas que forman aquel compas, la primera y la cuarta se tocan con un poquito de pausa respecto de la segunda, tercera, quinta y sexta". Ambos os casos insistem na interpretação do 6/8, o que é do estilo da moinheira galega, em que a primeira colcheia é um pouco mais longa do que as outras duas, revelando um conhecimento próximo da música popular galega.

Descrição da pessoa autora do método

Documento oficial de ingresso de Avelina Valladares na Ordem da Beneficência. Fonte: Ferreirós (2018). © 2'23 by Isabel Rei Samartim.Documento oficial de ingresso de Avelina Valladares na Ordem da Beneficência. Fonte: Ferreirós (2018). © 2'23 by Isabel Rei Samartim.

O autor ou autora, possível coetâne@ de José Dionísio, tem uma instrução musical teórica e prática que vai além do estudo estritamente guitarrístico. Assim, conhece a música para orquestra: "Las pausas de compases solo se usan en piezas de orquesta" e na breve nota final sobre transportação de claves, realiza uma referência explícita ao canto: "la cual hallada [outra clave] debe fijarse en la mente para cantar sobre ella todo el período". O facto de usar a memória como recurso para a transportação através do canto é um outro sintoma de ensino musical eclesiástico. Talvez o autor, ou autora, cantou nalgum coro ou recebeu instrução nalgum centro de estudos da época.

Os conhecimentos adquiridos não implicam que a pessoa autora fosse uma profissional da música. Vê-se um certo amadorismo no uso da palavra "rayas" por linhas do pentagrama (Santiago de Múrcia usa “raias” no Resumen e nas Cifras Selectas) ou na definição das notas: "unos bastoncitos, ó puntos abultados, llamados notas". Intuindo que não se trata de um músico profissional, este conjunto de elementos representam um indivíduo que, ainda se desenvolvendo no âmbito amador, sabe de canto e de escritura musical geral, com conhecimentos para redigir um método para o estudo específico da guitarra dirigido a principiantes.

Outros elementos em comum que ligam a Esplicacion com o fundo musical da família Valladares são o uso da palavra "tocata" para referir "obra musical tocada num instrumento", cujo exemplo pode ver-se na obra Coleccion de tocatas por D. S. V. (nas Pastas Vermelhas, fólio 9r). Um outro elemento é a terminologia dos âmbitos da escala que coincidem com os explicitados numa folha solta do fundo musical valadariano. Nesta folha solta os âmbitos anotados incluem o "sobreagudísimo", o único que não aparece no método por não ser necessário para a guitarra.

Por último, reparamos nos elementos didáticos que se observam no texto que, como se infere do título, seria escrito para leitura, aprendizagem e uso de Avelina Valladares. O texto ordena e propõe exercícios:

Bien enterado el principiante de todo cuanto va esplicado hasta aquí, sin omitir las advertencias preliminares, emprenderá desde luego la ejecucion de otra escala en la Vihuela con arreglo á la estampa 4.ª.

Indica também em quê se deve empenhar o principiante. Guardar o compasso, isto é, distribuir corretamente o valor rítmico das notas, é "la mayor dificultad que se esperimenta en la ejecucion de la música" e aconselha ir "marcando cada semínima ó corchea con un golpe de pie en el suelo". Isto último apoia a ideia do amadorismo, que também coloca exemplos com elementos comuns, por exemplo na hora de explicar a igualdade rítmica:

La igualdad de estos golpes, ó movimientos consiste en que no se gaste mas tiempo en uno que en otro, como se observa en las oscilaciones del Relox.

A pessoa autora anima, finalmente, ao estudo racional e a não se frustrar, procurando explicar tudo em pormenor: "Se oprimirá bien la cuerda al pisarla, para que salga clara la voz".

Documento incompleto

Outros elementos técnico-musicais que também merecem comentário são a explicação das três claves, focando-se na de Sol por ser a que se aplica na escritura para guitarra. Nomeiam-se seis compassos habituais: 4/4, 2/2, 2/4, 6/8, 3/4 e 3/8, e nesse mesmo parágrafo acrescenta-se a frase: "Veanse las lecciones prácticas que estan al fin de este Tratado", mas o documento conservado em Ourense não contém lições práticas no final do texto. Estas lições práticas seriam exercícios e peças compostas para ilustrar o explicado no texto. Mas, como não estão, devemos considerar, por enquanto, extraviada essa parte. A respeito da linguagem musical, o tratado dedica grande parte do texto a explicar matizes: dinâmicas, reguladores, indicações de expressão, andamentos e articulações (ligados, acentos, apoiaturas, mordentes, trinados, trémolos) e mesmo acaba com umas breves notas sobre o transporte.

Questões específicas sobre a guitarra

A respeito das questões técnicas específicas sobre guitarra destacamos a postura, os comentários sobre as cordas, o toque sem unhas e o uso dos cinco dedos da mão direita. Sobre a postura, a Esplicacion indica que não se cruzam as pernas e

Debe cuidarse con esmero de la recta disposicion de los dedos de ambas manos evitando presentar figuras ridículas, y de la compostura del semblante, absteniendose de hacer muecas,

fixando sempre a vista no papel e não nas mãos, salvo em caso de uma mudança grande ou "notable mutacion" da mão esquerda, isto é, nas mudanças grandes de posição. Quanto às cordas, usam-se seis simples "cuyo uso es preferible al de las dobles". A sua descrição coincide com as cordas atuais, de grossor relativo semelhante e três entorchadas. A afinação começa como em Sanz (1697) e Lemoine (ca.1800) pela 3.ª corda.

O conselho da Esplicacion a respeito do uso das unhas é tocar sem elas, entre outros motivos, porque "se evita [...] la incomodidad propia y agena en traer uñas largas". A incomodidade própria das unhas longas seria para quem não tem costume de as levar assim. A incomodidade alheia é mais difícil de explicar. Seria, talvez, costume pouco adequado para tocar guitarra? Ou seria pouco adequado ter unhas longas em geral?

Sobre a mão esquerda, contam-se os cinco dedos incluído o polegar que pode usar-se nalgumas ocasiões, explicam-se os saltos e dão-se umas regras gerais de dedilhação. Quanto ao movimento dos dedos da mão direita, além do toque sem unhas no espaço entre a ponte e a boca, o texto oferece uma descrição de como se devem premer as cordas: "se ha de herir con la cabeza de la yema y con direccion á la cuerda inmediata". Finalmente, destacar o uso dos cinco dedos da mão direita, se bem o mínimo com menor frequência. 

A pessoa autora da Esplicacion não é alheia aos antigos métodos para guitarra nem aos do seu tempo, antes parece estar bem informada pois achamos ecos em diversos autores. Santiago de Múrcia (1714-1717; 1722) toca com cinco dedos, Alberti (1786) indica que na sua guitarra de cinco ordens também se pode tocar com "tous les doigts, c'est a dire d'un par Corde" ainda que ele usa quatro dedos no seu método e informa de que outros intérpretes usam três, o que considera uma difícil execução (Tyler e Sparks, 2002, pp. 224-225; Delume, 2003, pp. 90-91), apesar de ser a técnica de vários guitarristas como Merchi (ca.1761) ou o próprio Sors (1830).

Autoria do método depois da análise

Finalmente, ainda que não há provas concludentes da autoria deste método, é bom lembrar que José Dionísio Valladares teve uma educação eclesiástica no Seminário Conciliar de Lugo e universitária em Compostela, locais onde possivelmente deu os primeiros passos musicais e guitarrísticos. Passou um tempo envolvido em batalhas onde atingiu méritos militares antes de se dedicar à administração e à política, âmbitos onde contribuiu de modo fundamental aos estudos sobre a sociedade galega. Como ilustrado, cultivou a música, a literatura e o desenho. E como fidalgo e fazendeiro cuidou a antiga casa familiar e os seus terrenos, que herdaram os descendentes e chegaram até hoje em perfeito estado de conservação. 

No seu arquivo musical de mais de 700 obras há partituras para todos os instrumentos, desde a guitarra e o piano, ao violino, a flauta, a voz, obras para orquestra, obras operísticas e de zarzuela, balés, tonadilhas, canções, música de câmara e solista. O seu conhecimento sobre a música não era pequeno e o transmitiu às filhas e filhos. A sua paixão pela guitarra é clara, com mais de 130 obras entesouradas. E, com este legado, José Dionísio Valladares e a sua família desenvolveram uma atividade extraordinária na música galega em todo o século XIX. Tudo indica que ele pode ter sido o autor da Esplicacion de los rudimentos de música apropiada á la guitarra para el uso de A. V. E, se assim for, uma possível datação do texto seria pelos anos 1839-1840, quando Avelina Valladares começou a estudar música.

Referências citadas
  1. Delume, Caroline. (2003). Guitare. Méthodes, dictionnaires et encyclopédies, ouvrages généraux, préfaces d'oeuvres, 2 vol. Courlay: Fouzeau.
  2. Ferreirós Espinosa, C. (2018). O legado dos Valladares de Vilancosta. Santiago de Compostela: Centro Ramón Piñeiro.
  3. Murcia, S. d. (1714-1717). Resumen de acompañar la parte con la guitarra. Ed. Fasc. (1984). Arte Tripharia.
  4. Murcia, S. d. (1722). Cifras selectas de guitarra. Ed. Fasc. Suplemento de Vera, A. (Ed.) (2010). Cifras selectas de guitarra: Introduction, Transcription, and Critical Report. Middleton, Wisconsin: A-R Editions, Inc.
  5. Rei-Samartim, Isabel. (2020). A guitarra na Galiza. Tese de doutoramento. Universidade de Santiago de Compostela.
  6. Sanz, Gaspar. (1697). Instruccion de musica sobre la guitarra española. Libro III. Saragoça: Herdeiros de Diego Dormer.
  7. Tyler, John e Sparks, Paul. (2002). The guitar and its music. From the renaissance to the classical era. Nova Iorque: Oxford University Press.
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